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Minha experiência lésbica com a solidão
(alguns spoilers)
Esse mangá conta a história de uma garota que é infeliz com os empregos que arruma. Ela começa trabalhando em um mercado, mas mostra um vício em comer escondido. Depois quando sai desse trabalho, tenta arrumar outros e é sempre difícil as entrevistas, sempre difícil alguém querer contatá-la. E ela sabe o que quer de verdade, quer ser escritora de mangá. Mas acaba sempre fazendo o que os pais querem que ela faça. Eles tem um tom tóxico, que estão sempre criticando, e ela sempre tentando agradá-los.
A única parte que eu me indentifiquei foi a quantidade de entrevistas feitas e empregos negados. Porque o resto da história eu pergunto: O que tudo isso tem a ver com ser lésbica? Talvez pelo título, eu coloquei expectativas diferentes, pois de solidão lésbica eu pensei que contaria coisas das quais ela foi excluída e situações que passou, por ser lésbica.…




O comentário que mais me chamou atenção foi sua crítica na obssessão própria de Nagato, então vou dissertar sobre ela aqui.
Acredito que o fato de Nagato repetir várias vezes como é "patética" pode ser uma faca de dois gumes. Aos olhos de alguém que teve uma experiência parecida em relação a saúde mental, pode ser acolhedor ao leitor e uma sensação de pertencimento mas ao mesmo tempo fazer ao leitor se sentir mais confortável em se afundar nessa "exploração voyeurística do próprio sofrimento" que você mencionou, e não a uma futura fuga do abismo mental.
Deste aspecto vejo ela como negativa. Porém, eu pessoalmente vejo o mangá quase como um "diário" de Nagato, ela relata suas experiências não apenas com objetivo de se relacionar com o leitor, mas de se expressar artísticamente em uma forma de desabafo.
Não vejo como negativa, nem positiva. Vejo como um desabafo de alguém sofrendo com transtornos mentais e não como um simples mangá. Não sei se me expresso bem, mas senti quase o mesmo sentimento lendo "O declíneo de um homem" de Osamu Dazai.