top of page
Logo do site Leia Quadrinhos, uma HQ aberta em tons terrosos


Este post é de um grupo sugerido

Minha experiência lésbica com a solidão

(alguns spoilers)


Esse mangá conta a história de uma garota que é infeliz com os empregos que arruma. Ela começa trabalhando em um mercado, mas mostra um vício em comer escondido. Depois quando sai desse trabalho, tenta arrumar outros e é sempre difícil as entrevistas, sempre difícil alguém querer contatá-la. E ela sabe o que quer de verdade, quer ser escritora de mangá. Mas acaba sempre fazendo o que os pais querem que ela faça. Eles tem um tom tóxico, que estão sempre criticando, e ela sempre tentando agradá-los.


A única parte que eu me indentifiquei foi a quantidade de entrevistas feitas e empregos negados. Porque o resto da história eu pergunto: O que tudo isso tem a ver com ser lésbica? Talvez pelo título, eu coloquei expectativas diferentes, pois de solidão lésbica eu pensei que contaria coisas das quais ela foi excluída e situações que passou, por ser lésbica.…


12 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Minha experiência lésbica com a solidão

Gostaria de começar a dizer que gosto bastante da obra, sou bem imatura e tive alguns anos bem solitários, então posso ser suspeita a comentar sobre a obra.


Nagata relata sua perspectiva vivência em ser uma pessoa lésbica no Japão, em que as relações LGBTQIAP+ são muitas vezes mais consumidas pelo olhar erótico apesar do conservadorismo do país, e como ela lidou com a solidão e dificuldades nos meio social e profissional.


Ela explora sua sexualidade sem mesmo entender o que significa a palavra "sexualidade", após consumir muito da ficção erótica, sem ter recebido devida educação sexual. Ela fica sem conhecer o próprio corpo e a vangloriar o sexo como realização e conquista, um ato que solucionaria seus problemas.

Ao perceber que isso não seria sua salvação, ela começa a refletir sobre o que é fato ou verdade, o que ela gosta e o que gostaria de fazer da vida,…


17 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Desvios transtornantes

A HQ já começa com uma proposta de dar voz para pessoas trans em Ribeirão Preto, uma cidade no interior de São Paulo. O próprio formato físico chama atenção porque você não apenas lê, você segue pelas ruas de Ribeirão Preto ao abrir e virar páginas, no começo fiquei meio confusa em como ler mas depois me acostumei. A arte dá uma seriedade e humanidade para as pessoas entrevistadas que eu gostei bastant.


Não sei muito o que dizer porque a obra já fala por si só, a arte dá voz para quem se vê deixado de lado pela sociedade, um "pause" em um mundo onde apenas um padrão é considerado correto para uma outra perspectiva.

11 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Desvios Transtornantes

A proposta de um livro em quadrinhos dentro em uma pequena caixa, que remete à embalagem de um DVD, já sugere, assim como o título, um desvio. Esse objeto, tal qual o próprio livro, nos convida a desviar do olhar cotidiano e enxergar nas ruas de Ribeirão Preto a realidade de pessoas inviabilizadas socialmente, mas que encontram a possibilidade de fala.

É interessante como cada uma dessas pessoas se conectam pela experiência comum, sobretudo, pela resistência. Me emociona como a HQ as insere no espaço urbano, reconhecendo-as como parte da cidade. Acho de grande importância a representatividade que a obra nos trás. Embora não seja de Ribeirão Preto, e pouco conheça a cidade, sinto que a obra é capaz de me levar para esse passeio, em lugares que me parecem comum, e que talvez conecte outros nesse brasil à fora.

Parabenizo Luana pelo trabalho incrível.

18 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Resenha de "Minha Experiência Lésbica com a Solidão"

Quadro da obra; a mulher senta-se no meio de uma bagunça e pensa consigo mesma que achava que sexo era inato, mas é comunicação.
Trecho da obra, em que Nagata conclui que "sexo é comunicação".

Posso elogiar a obra por ser muito honesta, mas fico mais incerta de elogiar muito mais além disso.


É claro que minha opinião pouco importa porque é a experiência pessoal da autora — Kabi Nagata — que, com 28 anos, se dá conta o quanto é uma pessoa sem traquejos sociais, incluindo sexo. Essa ansiedade pela própria virgindade a faz contratar uma "acompanhante" em uma agência e enfim ter uma experiência sexual que, diga-se de passagem, é a experiência menos sexual possível. A premissa é basicamente essa e não é bem um spoiler porque o começo já explica o geral que a fez estar naquela situação incômoda. No restante da obra, atravessamos os severos problemas com saúde mental e relações familiares de Nagata.


Primeiro, os merecidos créditos: Nagata explora bem a própria vulnerabilidade e até mesmo sentimentos que podem ser considerados humilhantes ou tabus, como a necessidade de validação e…


28 visualizações
Kamila Emi
Kamila Emi
há 4 dias

O comentário que mais me chamou atenção foi sua crítica na obssessão própria de Nagato, então vou dissertar sobre ela aqui.


Acredito que o fato de Nagato repetir várias vezes como é "patética" pode ser uma faca de dois gumes. Aos olhos de alguém que teve uma experiência parecida em relação a saúde mental, pode ser acolhedor ao leitor e uma sensação de pertencimento mas ao mesmo tempo fazer ao leitor se sentir mais confortável em se afundar nessa "exploração voyeurística do próprio sofrimento" que você mencionou, e não a uma futura fuga do abismo mental.


Deste aspecto vejo ela como negativa. Porém, eu pessoalmente vejo o mangá quase como um "diário" de Nagato, ela relata suas experiências não apenas com objetivo de se relacionar com o leitor, mas de se expressar artísticamente em uma forma de desabafo.


Não vejo como negativa, nem positiva. Vejo como um desabafo de alguém sofrendo com transtornos mentais e não como um simples mangá. Não sei se me expresso bem, mas senti quase o mesmo sentimento lendo "O declíneo de um homem" de Osamu Dazai.

Este post é de um grupo sugerido

Resenha de "Desvios Transtornantes"

Mão segurando a envoltura da HQ "Desvios Transtornantes", uma HQ quadrada; o quadrado é escuro com o título em prata em tipografia de graffiti.
envoltura da HQ "Desvios Transtornantes", com exemplares distribuídos em encontro em 24/03/25

Reconhecer as ruas de Ribeirão Preto nas ilustrações de "Desvios Transtornantes" não é a única coisa que me trouxe certa sensação de familiaridade ao ler essa HQ. As conversas que perpassam todas as páginas puxam qualquer um para perto, com intimidade, mesmo que a própria rotina não seja parecida com as pessoas ali retratadas. Na minha primeira leitura, lembro-me de comentar justamente sobre isso: como a HQ parece uma grande conversa — Luana estava por perto quando comentei isso e complementou: como as pessoas parecem conversar entre si.


Não existe começo, meio ou fim narrativo; assim como não existe uma ordem exata para você folhear esse projeto gráfico que dar inveja. Mas isso não significa a ausência de uma seleção muito sensível sobre quais conversas aparecem primeiro e o que aparece depois.


No começo de cada fala de alguém, por exemplo Fernanda, Leon, Daitô, há detalhes iniciais de como essa…


13 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

Desvios Transtornantes

Achei incrível o livro Desvios Transtornantes. Amei o formato, com várias páginas dobradas, amei o estilo de desenho. Amei tudo.

A história desse livro é real, e as falas foram tiradas de entrevistas feitas com diversas pessoas trans, que tem jeitos diferentes, opiniões diferentes, estilos diferentes. E é exatamente essa minha parte favorita, ver a diversidade de pessoas. Gostei que mostra a difícil realidade de ser trans nessa cidade, acho que a maioria das pessoas nem imaginava, inclusive eu, então achei muito reflexivo. E é reflexivo também saber que existe tantas diversidades de gênero, apesar de já saber da existência, foi muito bom ler histórias de tanta gente uma diferente da outra.

Sobre o encontro que teve na última terça, pra mim foi emocionante e incrível estar presente. Embora eu me seja uma pessoa cis, ultimamente tenho lidado com alguém muito próximo de mim, que está tentando se entender dentre…

13 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

DESVIOS TRANSTORNANTES

Tenho o hábito de leitura desde tenra idade e já me deparei com vários suportes de livros e distintas abordagens de histórias, mas devo confessar que me deparar com o Desvios Transtornantes foi uma grata surpresa. Um projeto ambicioso e genuíno, além de disruptivo e punk em sua essência. Em seu material físico, a obra nos remete ao delineamento de um mapa, à busca de diferentes caminhos e o cruzamento de esquinas. E essa, devemos admitir, foi uma jogada de mestre! No livro, são narradas histórias reais, depoimentos e entrevistas de pessoas que realmente passaram por aquelas vivências e encontrar tal projeto gráfico dentro dele é uma experiência de grande satisfação. Quanto à proposta de mapeamento da violência contra a população LGBTQIAPN+ nas cidades, o projeto de Luana Cristini é de extrema importância e deveria servir de exemplo e inspiração para outros artistas. E tenho certeza de que servirá!

12 visualizações

Este post é de um grupo sugerido

A força destruidora da repressão sexual (spoilers)

Tô recuperando aqui uma resenha que escrevi em maio de 2022, quando a minha pesquisa sobre representação da cultura incel nos quadrinhos estava no auge. Acho que alguns meses mais tarde ia escrever o projeto da HQ Aqueles Dias, que aborda esse tema. Acho pertinente essa resenha, por isso posto ela aqui agora, mas aviso, tem spoilers. ------------------ Vou tentar resgatar com todas as forças as minhas aulas de literatura da faculdade e tentar fazer uma análise comparada de dois mangás: Minha experiência lésbica com a solidão de Kabi Nagata publicado pela New Pop e Virgem depois dos 30 de Atsukhiko Nakamura e Bargain Sakuraichi. A ideia de tratar os dois ao mesmo tempo é justamente por abordarem a mesma temática mas com vieses diferentes.


Começando com Minha experiência lésbica com a solidão o livro é uma autobiografia que narra a saída da autora de um quadro de depressão e outros distúrbios…



14 visualizações
Kelma Trombela
Kelma Trombela
há 4 dias

Minhas impressões sobre o quadrinho "Minha experiência lésbica com a solidão "


Eu gostei bastante da obra, principalmente por ser uma autobiografia bem honesta. O traço mais fofinho em estilo chibi, contrastando com os momentos em que a arte explode para mostrar o caos mental e visual da Nagata, funciona muito bem. Ela se despe de qualquer orgulho para mostrar suas falhas, como a busca desesperada pela aprovação dos pais, a falta de higiene nas crises e os distúrbios alimentares.

​No entanto, senti que o foco dela está muito mais voltado para essas questões depressivas e os conflitos internos da personagem do que na sexualidade dela em si. Embora a palavra "lésbica" esteja no título, a identidade sexual fica em segundo plano porque a autora está mergulhada na dor e na solidão profunda de ser uma virgem na vida adulta.

​Acho que depois da discussão do último encontro, tive uma outra perspectiva sobre a obra, principalmente com enfoque na questão incel, achei essa perspectiva muito válida e faz muito sentido com o que a obra nos comunica.

Editado
bottom of page