Resenha Funhome.
Eu comecei a minha leitura com grandes expectativas, mas sinceramente, acabei me frustrando no começo, achei a leitura muito maçante de primeira. Preferi insistir na história, oque me trouxe muitas surpresas positivas com a obra, ela foi se tornando cada vez mais interessante e a medida que eu fui me aprofundando na história, me deparei com uma obra muito profunda e que trata de vários assuntos incrivelmente profundos.
Ao comentar da forma que a autora narra os acontecimentos de sua vida, fica evidente em como ela passa (de forma priposital ou não) a ideia de que as desgraças de sua vida não são grandes coisas ou que não a afetam até hoje. Chegou a me incomodar o fato de ela contar as atrocidades que o pai dela fez sem realmente parecer dar o devido alarde. A forma como ela se expressa me afetou ao ponto de eu só realmente notar certas coisas no dia em que discutimos sobre a história, como no possível caso de pedofilia do pai dela.
Acredito que ela passou a vida toda tentando justificar certas atitudes indefensáveis do pai, seja por ver nele um pouco de si (ser parte da comunidade lgbt por exemplo), ou seja apenas uma carência paterna que ela quer tanto suprir.
Em geral eu achei a história muito interessante, principalmente sobre as situações que são apresentadas de forma meio ambígua, fazendo com que cada leitor tenha uma interpretação própria dos fatos.

