Degenerado
Quando li Degenerado, não tinha entendido muito bem a personagem Suzie/Paul. Inicialmente, achei que seria uma história de descoberta de identidade de gênero, com Paul se descobrindo como Suzie. No entanto, conforme a história foi avançando, senti que uma linha muito tênue dividia essas duas identidades.
Só depois da reunião me chamaram a atenção para um ponto em particular da história: talvez a questão não fosse quem era a identidade "real", Suzie ou Paul, mas sim a performance de gênero que cada uma dessas identidades precisava assumir. No fim das contas, os trejeitos, as roupas e até a personalidade que caracterizam um gênero ou outro acabam sendo apenas uma performance.
No fim da história, a maior vítima foi a esposa, Louise. Durante toda a narrativa, ela tenta ajudar o marido a se salvar, mas continua sendo vítima de abusos psicológicos e físicos até o final.
Adorei essa HQ. A arte é linda, e a história foi cativante do começo ao fim.

