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O quadrinho é denso, tanto visualmente quanto nas palavras. A protagonista da voltas e voltas em seus próprios temores, que embora não pareçam atormantar ela pela forma direta e fria da escrita. Existe uma cobrança própria em saber a razão verdadeira da morte do pai, o que cai em culpa, e se ela tivesse feito algo diferente? A leitura se torna agoniante, e talvez seja agoniante para a própria em relembrar a morte do pai.
De certo modo eu a entendo, pois ora ou outra ainda me pergunto, e se eu tivesse feito algo, prestado mais atenção? E se eu tivesse uma máquina do tempo para evitar que alguém próximo morresse? Então, as pessoas também sentiriam agonia desses meus momentos? Será que a protagonista assim como eu superamos ou não o luto? Não sei. Mas eu estou bem.

