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Logo do site Leia Quadrinhos, uma HQ aberta em tons terrosos
multidão de artistas LGBTQIAPN+ reunidos no festival do vale

HQs com orgulho: Grupo de estudos de HQs LGBTQIA+

Público·11 membros

Não Binária Apenas

“Não Binária Apenas” é um deleite visual. O quadrinho descreve o processo de autodescobrimento de gênero de autore.

O formato é muito interessante, com enquadramentos que fogem do tradicional e são pensados para a leitura em dispositivos digitais. As cores são belíssimas, comentaram na reunião que elas remetem à bandeira não binária, o que achei um detalhe sensacional. O tema abordado é extremamente cativante.

É fascinante acompanhar a jornada de autoconhecimento de autore, que explora como a sociedade impõe padrões de gênero nos quais elu não se encaixava e como, ao mesmo tempo, também não se sentia representade dentro do que conhecia da comunidade trans, algo que muda com o tempo.

O quadrinho também comenta sobre o papel do machismo na opressão não apenas das mulheres, mas de qualquer movimento que foge da heteronormatividade. Essa questão é abordada de forma muito impactante e realista, especialmente por ser algo infelizmente comum…

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Pigmento

Pigmento é um livro escrito em 2024 foi Aline Zouvi. Conta a história de  Clarice, uma tatuadora que não consegue se tatuar. Ao longo da história ela faz vários desenhos na própria pele ou com a ajuda de Felipe (que trabalha com ela), mas todos os desenhos somem, como se fossem feitos de caneta. No meio disso ela conhece Lívia, que levou a avó para se tatuar com Clarice.


Clarice é viciada em estudar símbolos e seus significados, e Lívia trabalha como restauradora de livros. As duas se aproximam ao Clarice comprar um livro antigo de símbolos nórdicos e pedir para Lívia restaurar.


Sobre a organização 


Eu simplesmente amei o estilo de desenho e a forma em que o livro foi escrito e organizado.


No início tem um pedaço da história ao longo de algumas páginas, e depois vem os agradecimentos e "começa a história", me passou uma impressão de…


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você conseguiu levantar bons questionamentos e se aprofundar nos temas abordados pela HQ

Edited

Bendita Cura

Bendita Cura foi escrito por Mário Cesar em partes postadas de tempos em tempos, mas li já finalizado.


Conta a história de vida de um senhor que demorou para se descobrir gay. Logo na infância ele não gostava de brincar com menino, ele gostava de brincar de bonecas e tinha estereótipos que seus pais detestavam. E aí começamos a entender o título do livro, de todo jeito seus pais tentam encontrar uma "cura gay" indo a um médico.


Mas claramente não para por aí, e passando para a adolescência quando seus pais percebem que ele não foi "curado", faz ele passar novamente por outro procedimento de "cura gay".


A questão é que por conta da época em que a história se passa, as pessoas eram bem mais preconceituosas que atualmente, então o personagem é preconceituoso com ele mesmo, usando frases do tipo "Eu não sou maricona", "eu não sou viado",…


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MALMEQUER

Malmequer é um trabalho caracterizado como zine experimental e um tanto confessional.

Em tom de quem está contando a própria vida em uma roda de conversa, EaDaMaia consegue ofecerer um abraço a quem lê sua narrativa. E acredito que a proposição tenha realmente sido essa, já que Malmequer mostra em "fotografias gráficas" (um jogo interessante entre sobreposições de fotografia e desenho ou fotografias desenhadas) a busca por um lugar de pertencimento e acolhimento das crianças nascidas nos anos 1990 - e que se entenderam como trans ao longo da vida. Além disso, outro ponto a ser abordado é a qualidade da impressão e a escolha do papel que, com sua textura macia, traz ainda mais aconchego a quem lê o zine.

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