Degenerado
A obra me capturou do começo ao fim. Acredito que a forma crua e psicologia como a narrativa segue tenha um papel importante na atenção que mantive enquanto lia. A questão da guerra, da "balburdia" da sujeira e das contradições humanas foram muito bem retratados para mim. Não amo e nem odeio aqueles personagem, consigo entender eles em uma distancia boa, mas me pergunto até que ponto eles não podem ser estereótipos de si mesmo.
Gosto muito da arte e uso das cores para demonstrar a violência e principalmente o papel de gêneros. A questão do gênero é um ponto muito forte; Paul é realmente Suzanne? ele/ela só se conformou em ser os dois gêneros? a que ponto parecia conveniente para ele/ela ser homem ou mulher? Suzanne existiria para Paul se não fosse a situação da guerra?
O final é surpreendente, a tragedia da morte do protagonista, o assassinato cometido pela esposa é algo realmente inesperado. Penso sobre esse desfecho e em como Louise foi absolvida de matar alguém porque esse alguém era "perturbado"....
A história, que trata também de um caso real, me fez querer entender mais sobre essas pessoas, suas verdadeiras motivações e a mente humana de modo geral.

